Sinais do dia-a-dia sobre o pleno emprego

Luiz Stuhlberger, criador do fundo de maior rentabilidade e popularidade entre os ricos, costuma dizer que pode-se perceber sinais da economia conversando com as pessoas e observando o ambiente à sua volta.

Com uma taxa de desocupação em 5,8% em outubro desse ano, era de se supor que o mercado de trabalho tivesse alguns sinais palpáveis de aquecimento. E de fato tem:

  • A inflação mais temida começa a dar alguns sinais, pois as pessoas ganham mais, gastam mais (e têm mais crédito). Pior do que a inflação baseada apenas no crédito, essa não tem limites claros. Esse é um dos muitos fatores (mas um dos mais importantes) do porquê quando você entra no Facebook metade dos seus amigos está comprando de ou viajando para o exterior (nem que seja Buenos Aires). Olhe as fotos. Observe a frequência. Até Europa, antes um luxo, agora questão de dois anos para muitos.
  • Você se lembra de tantos anúncios de emprego nas TVs do Metrô ou outdoors da Catho? E dos imóveis em pré-lançamento? Essas coisas não existiam 5 anos atrás, não com tanta fúria. Note quantas placas de “precisa-se” você consegue encontrar na ruazinha do comércio, e vai perceber o boom silencioso berrando para os mais atentos.
  • O velho truque de pedir as contas para pegar o Fundo de Garantia é mais comum do que nunca. As pessoas comentam abertamente a respeito de trocarem de emprego, às vezes por vantagens mínimas de salário/condições. Tudo isso porque mudar de horizonte hoje é fácil, e ter dinheiro acaba sendo mais interessante do que ter um emprego. Medo de crise e instabilidade é coisa de velho!

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