Notícia do milênio para Inepar
“Dando continuidade aos eventos aprovados pelos acionistas controladores, em 31/03/2012 a INEPAR, adquiriu a totalidade da participação da IAP “Inepar Administração e Participações S.A.” equivalente a 50% do estaleiro da CBD pelo valor de R$ 608.734 mil. O valor foi determinado por laudo especifico elaborado por empresa especializada Moore Stephens Auditores e Consultores com data base de 31/12/2011. Como acionista majoritária, a IAP vendeu a referida participação para a INEPAR, recebendo como pagamento Títulos da Dívida Publica Federal Externa (TDPs) que se encontravam em sua carteira. Essa aquisição é muito positiva para a INEPAR, pois o Estaleiro Inhaúma, além dos ativos propriamente ditos, possui um contrato de locação de longo prazo (20 anos) com a PETROBRÁS, o que demandará investimentos significativos no estaleiro conforme previsto no contrato, valorizando ainda mais o negócio.”
via Bovespa.com.


Inepar troca R$ 658 milhões em títulos por ativos da controladora
SÃO PAULO – A Inepar, fabricante de equipamentos para o setor de energia, petróleo e gás, trocou R$ 658 milhões em títulos da dívida pública externa por ativos operacionais da controladora Inepar Administração e Participações (IAP).
Foi transferida para a Inepar a participação de 20% que a controladora detinha na Tiisa, joint venture no setor de infraestrutura com a Triunfo Participações, por R$ 50 milhões. Cerca de 30% do projeto já estava em posse da companhia listada em bolsa, por meio da subsidiária Iesa Projetos.
Além disso, foram pagos R$ 608 milhões pela participação de 50% que a IAP detinha na Companhia Brasileira de Diques (CBD), holding que controla o estaleiro Inhaúma, localizado no Rio de Janeiro, que está arrendado para a Petrobras para os próximos 20 anos. O outro sócio no projeto é o Grupo Fator.
A troca de ativos resolve dois problemas da Inepar de uma só vez, explica o diretor de relação com investidores, Dionísio Leles.
A contabilização dos títulos da dívida pública externa, que, ao todo, somavam R$ 858 milhões no balanço da empresa, já havia sido alvo de questionamentos por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Para a autarquia, a avaliação desses ativos por parte da Inepar era “pouco conservadora”, uma vez que há processos judiciais correntes a respeito de como se daria o pagamento por parte do Tesouro Nacional.
Por outro lado, afirma Leles, a controladora já tinha planos de reunir os ativos operacionais do grupo sob a Inepar, para evitar potenciais conflitos de interesse.
“A operação é bastante positiva para os acionistas, já que saem ativos contestados e entram ativos operacionais, com bom potencial de geração de caixa”, afirma o executivo.
Segundo ele, o contrato de arrendamento do estaleiro Inhaúma prevê investimentos vultosos para os próximos anos. E, por contrato, a valorização gerada por esses aportes será capturada pela CBD.
Por volta das 15h30, os papéis preferenciais (sem direito a voto) da Inepar subiam 4,18%, para R$ 2,14, enquanto o Ibovespa recuava 0,88%.
(Natalia Viri | Valor)