Thor

March 30, 2012 in Home Video

Idem. EUA, 2011. Direção: Kenneth Branagh. Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz e Don Payne. Elenco: Chris Hemsworth, Anthony Hopkins e Natalie Portman.

Mais um herói insípido da Marvel aguardando Os Vingadores.

Não há nada para se ver em Thor. É bobinho, está na direção automática e possui uma fotografia e uma trilha sonora que combinam com sua falta de personalidade. Ou seja, a Marvel pode levar a sério seus cronogramas e personagens, mas não o Cinema em si.

Inspirado no herói homônimo da revista em quadrinhos, que por sua vez foi inspirado na mitologia nórdica, o Thor do filme vem do espaço, de uma civilização mais avançada que os humanos e que preza pela paz entre os nove planetas por eles conhecidos com vida inteligente. Foram eles que expulsaram os Gigantes de Gelo da Terra quando eles nos atacaram (daí a mitologia). Thor é um dos dois filhos de Odin, rei da civilização e grande guerreiro que, mais do que ninguém, percebeu que a solução dos problemas não está na guerra.

Seu filho mais velho (Chris Hemsworth, colírio de revistas adolescentes), Thor, é jovem demais para entender isso. Loki, o caçula, parece inofensivo, mas assume em seu semblante de quem pensa mais do que fala. Ao desobedecer Odin, Thor é jogado para a Terra sem seus poderes para aprender o valor de seus atos. Na verdade o filme faz um flashback logo no início, entortando desnecessariamente a história, já que logo depois do início na Terra somos apresentados diretamente ao herói da história.

Herói este que possui uma curva de aprendizado tão rala quanto outros projetos mal-sucedidos, como o Lanterna Verde. Fora isso, o enredo secundário desaponta tanto na Terra quanto em Asgard. Nem Natalie Portman consegue convencer através de sua personagem bobinha cuja única função parece ser a de correr atrás do loiro alto que caiu do céu. Da mesma forma, suas contrapartes terrenas fazem rima com os amigos de Thor pois são tão desinteressantes e unidimensionais quanto estes. E Loki, ainda que comece a apresentar algum perigo na história, nunca é tão ameaçador a ponto de se fazer sentir presente na trama.

As tomadas abertas, por fim, acabam comprovando que os efeitos visuais do filme são elementos mais importantes do que a própria história dessas pessoas. O objetivo da história é sairmos ilesos e termos apresentados mais um personagem do futuro filme Os Vingadores, que tem gerado mais e mais filmes medíocres sem qualquer personalidade ou argumentação.

Pontos Fortes: Efeitos visuais.
Pontos Fracos: Atuações, história, design de arte.