Ratatouille

November 19, 2011 in Home Video

Idem. EUA, 2007. Direção: Brad Bird, Jan Pinkava (co-direção). Roteiro: Brad Bird (roteiro), Jan Pinkava (história), Jim Capobianco (história), Brad Bird (história), Emily Cook (material adicional), Kathy Greenberg (material adicional), Bob Peterson (material adicional).

Ratatouille na época representou a capacidade grandiosa que um bom roteiro e uma exceptional produção conseguiam fazer, na animação computadorizada, como limite máximo de expressão na arte cinematográfica.

Hoje, mais de quatro anos depois, ele continua envelhecendo como um bom vinho: ficando ainda melhor. Todas as nuâncias da história e os detalhes dos movimentos de seus personagens e a vivacidade e personalidade de seus cenários conseguem transmitir tantas informações de maneira harmoniosa que fica difícil reassistir esse jovem clássico e ainda assim não encontrar algum detalhe novo.

Dessa vez, por exemplo, percebi a maneira que a fotografia consegue oscilar de maneira competente o calor das cores da cozinha e da paisagem de Paris (mesmo à noite) e o contraste com os becos e esgotos escuros da “primeira vida” de Remy.

E a sequência de perseguição em volta do Rio Sena, por outro lado, é o que melhor demonstra a total liberdade das câmeras em torno do cenário e o movimento dos personagens, aplicando cortes precisos que ao mesmo tempo mantém o ritmo da cena até o fim sem se descuidar dos fabulosos giros que são empregados não por apenas uma tomada, mas uma composição delas.

A figura de Anton Ego, antes de ser uma ofensa, acaba se tornando uma homenagem aos críticos que, assim como Ego, amam o que analisam. Isso não impede, no entanto, que o roteiro (e a direção de arte) o considerem a maior ameaça à sobrevivência do Gusteau’s.

Por outro lado, Remy simboliza todas as pessoas que, independente de sua origem, tornam-se muito boas no que fazem.