O Império Contra-Ataca

December 31, 2011 in Home Video

Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back. EUA, 1980. Direção: Irvin Kershner. Roteiro: Leigh Brackett, Lawrence Kasdan, George Lucas (história). Elenco: Mark Hamill (Luke Skywalker), Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Princess Leia), Billy Dee Williams (Lando Calrissian), Anthony Daniels (C-3PO), David Prowse (Darth Vader), Peter Mayhew (Chewbacca), Kenny Baker (R2-D2), Frank Oz (Yoda (voice)), Alec Guinness (Ben ‘Obi-wan’ Kenobi).

A Força começa a tomar contornos religiosos.

O filme inicial, auto-contido, sobre o conto de fadas nunca antes contado, ganha uma nova dobra, e tenta ao mesmo tempo contar uma nova história no mesmo molde e estender esse universo com explicações sobre os Jedis, a Força e ainda um pouco de mistério a respeito das origens do Império e, principalmente, do seu ícone maior: Darth Vader.

Sinceramente, mesmo sabendo da revelação maior do filme (que, apesar de mais de 30 anos de idade, não vou revelar aqui), consegui detectar diversas pistas que levavam apenas para um lugar. É óbvio que ninguém espera uma coisa dessas, mas hoje em dia seria facilmente batido. O lado maior da história fica por conta da divisão equilibrada entre a fuga de Capitão Solo e Princesa Leia e a jornada em rumo ao conhecimento do não-tão-jovem padawan Luke Skywalker. Praticamente tudo empolga no filme: direção de arte, música (ainda que muitas vezes repetitiva), efeitos visuais de encher os olhos (com maior destaque para o pequeno Yoda). Tudo isso ocorre não apenas em cenas específicas, mas quase todo o tempo, nos dando a exata sensação de que esse mundo existe em algum lugar, e estamos tendo o privilégio de visitá-lo no meio de uma batalha épica (muito diferente, aliás, dos três novos episódios recentes, que soam mais… episódicos que épicos).

Darth Vader está mais maldoso e presente do que no primeiro filme, provavelmente fruto de seu sucesso como vilão, e o Imperador Palpatine vira um mentor mais distante. Claro, isso é fruto de sua obsessão pelo jovem Skywalker, como bem diz o letreiro inicial e sua tolerância zero para os comandantes da nave principal, que vão caindo um a um.

Mais uma vez com uma precipitada conclusão, o filme passa a ideia de ser apenas um exemplo de um universo inteiro sendo criado aos poucos, com muitas coisas ainda pendentes, e outras um tanto contraditórias. Para muitos fãs, uma religião estava nascendo nesse momento.