Mat i Syn

January 11, 2012 in Home Video

Para aqueles que possuem prazer estético pelo Cinema e possuem paciência para narrativas não-convencionais como o recente e polêmico A Árvore da Vida, vale a pena uma olhada nesse “Mãe e Filho”, do diretor Aleksandr Sokurov, o mesmo do igualmente “arrastado” (mas belíssimo) Arca Russa.

O filme narra a relação entre uma mãe já debilitada e seu filho, tudo que ela tem. A história tem seu sentido semântico, mas o que mais impressiona no filme é o uso das lentes e ângulos para montar a cada cena um quadro belíssimo, que exalta exatamente essa relação maternal e deixa todo o resto não exatamente desfocado, mas desapegado da realidade, como em uma pintura à óleo. Exatamente por isso, Sokurov usa tomadas lentas, que param por vários segundos (ou até mesmo minutos!) em um quadro que não se move, mas que apresenta uma beleza e um significado ímpares.

Não há trilha sonora, quase não há efeitos sonoros ou diálogos. Porém, há algo inestimável nesse filme: uma visão diferente. Algo para pensar, nem que seja sobre o que o Cinema representa em obras como essa, ou o que ele consegue evocar apenas com a escolha certa de elementos minimalistas e aprofundar na expressividade com nada mais que isso.