Coincidências do Amor

May 16, 2011 in Home Video

Kassie (Jenifer Aniston) deseja ser mãe, mas não possui nenhum parceiro nem deseja ter um, se contentando com os ombros amigos de Wally (Jason Baterman, de Juno), que sempre está por perto. Porém, sua idade avançando a deixa preocupada a ponto de pensar em ter o filho por conta própria, usando o já não tão modernoso método de inseminação artificial. Para isso, decide procurar um candidato que se encaixe em seus padrões de homem bem-sucedido (Patrick Wilson, em uma aparição apagada) e anuncia em uma festa que será fecundada pelo esperma do tal sujeito que será, acreditem, gerado naquela mesma noite durante a festa.

O que ela não esperava é que seu amigo Wally, contra sua ideia, se embebeda o suficiente para acidentalmente derrubar o recipiente onde se encontravam os espermatozóides do “pretendido” e, para corrigir o ato falho, resolve preencher o copinho com seu próprio, er, “material”.

Só pela descrição inicial de Coincidências do Amor já é possível ter uma noção do incômodo absurdo que permeia o roteiro de Allan Loeb (que chegou a escrever Quebrando a Banca e, acreditem, a continuação de Wall Street). Como se não bastasse, a história tenta, em sua segunda metade, se focar nas semelhanças infantis existentes entre o filho de Kassie, já um menino de seis anos, e Wally, que certamente possui sérios problemas de atenção, pois não consegue perceber, a despeito das sutilezas da narrativa, que o filho de sua amiga é uma espécie de Mini-Me de mal gosto de si próprio.

O mais incrível é que Loeb acredita realmente que apenas a piada recorrente dessas semelhanças durante o resto do longa seja o suficiente para nos prender a atenção. Porém, mesmo que Jason Baterman se esforçe para criar um personagem tão inverossímil quanto Wally e sua cópia em miniatura, a gag não funciona nem no começo, se transformando o filme inteiro, assim como a festa da inseminação, em um espetáculo bizarro e de muito mal gosto.

Pontos fracos: narrativa enfadonha e que aposta na estupidez do espectador, com premissas que claramente não funcionam em algo mais que uma comédia.

Pontos fortes: nem Jenifer Aninston salva.