Atividade Paranormal em Tóquio

March 28, 2011 in Cinema

Verdade seja dita: os asiáticos sabem fazer terror como nunca.

Repassando a mesma história no primeiro fenômeno da “série”, essa versão japonesa consegue ao mesmo tempo soar mais como trash e, exatamente por isso, assusta bem mais.

A história é bem simples: dois irmãos, Koichi e Hakura Yamano, passam alguns dias de repouso em uma casa, sozinhos, enquanto a irmã, Haruka, se recupera de um acidente de trânsito onde fraturou ambos os pés, dependendo assim, do irmão, para suas necessidades básicas, como descer escadas e se alimentar.

Quando fenômenos inexplicáveis (imagine só) começam a ocorrer na casa, Koichi, o irmão mais novo, começa a filmar todos os movimentos de ambos pela casa, incluindo o momento em que dormem em seus quartos, para repassar tudo durante o dia.

O mais interessante, contudo, é que apesar de não fugir muito do script original do primeiro filme da “série”, essa versão consegue colocar mais medo pelos aspectos técnicos. Dessa forma, é possível ficar mais tenso quando Koichi coloca a câmera no chão para atender os apelos da irmã, e vemos apenas parte dos dois como se estivéssemos espiando por uma fresta.

Da mesma forma, as partes mais “movimentadas” do longa passam esse medo através, sobretudo, da fotografia devidamente ajustada para conseguir soar tenebrosa e ao mesmo tempo documental, com as falhas típicas de uma câmera caseira.

Pontos fortes: os aspectos técnicos da trama, como fotografia e movimento/ângulo da câmera.

Pontos fracos: já tínhamos metade desse filme em sua versão original, de forma que o resultado não é tão revelador quanto tenta parecer.

Cuidado! Existem bandos de crianças de 12 a 18 anos que podem ocupar a sala de projeção e tornar quase insuportável a experiência de assistir um filme como esse, sem trilha sonora nem muitas cenas de ação que os façam parar de falar por pelo menos 10 segundos. É fato que o consumidor final de um produto desses devam ser pessoas que são crédulas a ponto de achar tudo aquilo real. Portanto, caso venha a assistir no cinema, tente achar sessões mais vazias ou cuja idade média passe dos 25.