Amor e Inocência

April 27, 2011 in Home Video

Depois de acompanharmos as divertidas adaptações dos romances de Jane Austen (Razão e Sensibilidade, Emma, Orgulho e Preconceito), chegou a hora de vermos a história da própria Jane, e como ela se tornou a escritora dos romances de época.

Em Amor e Inocência, como de praxe, o figurino e a direção de arte são impecáveis, com uma fotografia que exalta a presença dominante do verde e do ar livre nos jardins das residências interioranas, ao mesmo tempo que evoca um certo isolamento das famílias por conta disso.

A experiência tenta mostrar, assim como em “Shakespeare Apaixonado” (dadas as devidas ressalvas), como uma escritora conseguiu inspiração para desafiar os contratos sociais de sua época e colocar os desejos e sonhos da mulher em primeiro lugar em seus romances.

Com uma participação inspirada de James McAvoy, que interpreta o interesse romance de Jane (Anne Hathaway), e participações que ajudam a tornar o drama mais realista, como seu pai James Cromwell, ou a mãe de um afortunado partido Mr. Wisley (Fox), interpretado por Maggie Smith, o filme possui ótimos e bons momentos, nunca avançando demais na psique de Austen, mas ao mesmo tempo nunca deixando em segundo plano a história que pretende contar.

Pontos fortes: O que impressiona mais é a direção fluida das cenas, que consegue usar os melhores ângulos que se juntam nos melhores cortes, como, por exemplo, o enquadramento de Tom Lefroy pela fresta da carruagem por onde Jane olha durante sua partida final, ou as cenas de dança, quando ambos estão um de costas para o outro.

Pontos fracos: É uma pena que não haja uma tentativa ainda que superficial de traçar mais firmemente as características de sua protagonista, pois é a maior virtude não explorada no decorrer de todo o longa.