Alice no País das Maravilhas (1951)

November 11, 2011 in Home Video

Alice in Wonderland. EUA, 1951. Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske. Roteiro: Lewis Carroll (romances “Alice’s Adventures in Wonderland” e “Through the Looking Glass”), Winston Hibler, Ted Sears, Bill Peet, Erdman Penner, Joe Rinaldi, Milt Banta, William Cottrell, Dick Kelsey, Joe Grant, Dick Huemer, Del Connell, Tom Oreb, John Walbridge, Aldous Huxley.

Tantos roteiristas, tantos adiamentos e tanta dúvida sobre se esse projeto seria viável valeram a pena. A versão de Alice de 1951, conduzida por perto pelo próprio Walt Disney, é irretocável do começo ao fim. É o tipo de filme que encanta por nunca ter envelhecido, de fato, e pela sua riqueza nos detalhes visíveis e invisíveis.

Fonte: lisafremontpages.blogspot.com

A história todos conhecem: Alice é uma menina que encontra um coelho de relógio e entra em sua toca. Lá dentro, conhece todo o tipo de criaturas bizarras e aparentemente insanas. A condução é feita através de muitas rimas, poesia e música. As rimas não ficam apenas nos diálogos: há rimas visuais, criadas nos contornos dos seus personagens ou no uso significativo de suas cores, ou até mesmo em sua natureza.

Fonte: project-blu.com

Porém, o que realmente impressiona é a criatividade infinita do projeto, que utiliza elementos conhecidos e os reinventa com uma facilidade e com uma riqueza de movimentos invejável até para os dias de hoje. A passagem que melhor representa isso é o jardim das flores que, embalado por uma das melhores músicas da já memorável trilha sonora, apresenta cada tipo de flor com uma personalidade baseada em sua cor e seu formato, e o fato de vermos uma delas descansando em uma rede feita de teia de aranha sintetiza essa magia criada pelas mentes insanas daquela época.

Fonte: project-blu.com

Os personagens e as situações, dessa forma, nunca cansam, mas apenas agregam mais ainda à riqueza do mundo visitado por Alice, que possui sua própria forma de funcionar, inclusive com uma rainha que remete diretamente às cartas do baralho.

Fonte: disney.wikia.com

Com uma conclusão precipitada, mas que ainda condiz com a lógica interna do seu roteiro, Alice o seu mundo podem ser revisitados diversas vezes, e não soará por demais repetitivo ou até velho. Considerando que estamos falando de um filme da metade do século passado, isso é muito significativo para o Cinema.