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História da linguagem C – parte 2
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No princípio... não, não, não. Antes do princípio, quando C era considerada a terceira letra do alfabeto e o que tínhamos eram linguagens experimentais para todos os lados, dois famigerados Srs. dos Laboratórios Bell, K. Thompson e D. Ritchie, criaram uma linguagem chamada B. E B era bom.
O bom de B era sua rica expressividade e sua simples gramática. Tão simples que o manual da linguagem consistia de apenas 30 páginas. Isso é menos do que as 32 palavras reservadas de C. As instruções eram definidas em termos de if's e goto's e as variáveis eram definidas em termos de um padrão de bits de tamanho fixo - geralmente a word da plataforma - que utilizada em expressões definiam seu tipo; esse padrão de bits era chamado rvalue. Imagine a linguagem C de hoje em dia com apenas um tipo: int.
História da linguagem C – parte 1
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Confesso que adoro estudar sobre a história da linguagem C. Essa verdadeira adoração pela linguagem me fez estudar suas precursoras, como as linguagens BCPL e B. Posso dizer que todo esse conhecimento, no final das contas, valeu a pena. Hoje entendo muito melhor as decisões tomadas na criação da linguagem e, principalmente, a origem de algumas idiossincrasias e boas idéias que permaneceram até hoje.
Como tudo começou: BCPL e seu código-objeto
Em 21 de julho de 1967 Martin Richards libera o manual da sua recém-criada linguagem BCLP. Na verdade, ela havia sido criada em 66 e implementada na primavera do ano seguinte no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (vulgo MIT). Seus objetivos eram claros, como para todo criador de uma nova linguagem: melhorar uma linguagem anterior. Nesse caso, foi uma melhoria da Combined Programming Language (CPL), retirando, de acordo com Martin, "todas aquelas características da linguagem completa que tornavam a compilação difícil".