Como ser um melhor desenvolvedor nos próximos seis meses

Graças ao meu amigo Thiago estive acompanhando uma série de posts de gente renomada sobre o tema deste artigo. Eles fazem parte de uma nova modalidade entre os blogueiros (pelo menos para mim) chamada de tagging. Funciona assim: você escreve sobre algo (por exemplo, “como ser um melhor cozinheiro em 6 meses”) e manda uma tag para que outras pessoas também escrevam sobre o mesmo assunto, o que pode ser feito referenciando o sítio dessas pessoas.

Ainda não tive tempo de ler todos os artigos (nem vou ter, pela velocidade com que isso se espalha), mas acho que dá tempo de escrever um pouco sobre isso.

Acredito que nós, programadores/desenvolvedores/depuradores, tentamos aprimorar nossos conhecimentos e nossas técnicas com o objetivo de enxergar os problemas do dia-a-dia de todos os ângulos e de encará-los e resolvê-los da melhor maneira possível. Quer dizer, nós achamos que é a melhor maneira possível. E exatamente por acharmos que tentamos melhorar sempre, em busca da inalcançável perfeição.

O problema existe quando nós, embriagados pela falsa crença de sabermos tudo (ou o suficiente), acreditamos realmente que estamos fazendo o melhor possível e que não há nem haverá maneira de melhorar. É lógico que sempre há. Melhor maneira de ver isso é pegar um código-fonte antigo e observar as mudanças de estilo. E nem precisa ser tão antigo assim. E nem precisa ser código. Pode ser uma idéia antiga de como implementar alguma coisa. A não ser que você seja um teimoso que quer fazer tudo em assembly verá que o que aprendemos ontem influencia nas decisões de amanhã.

Mas vamos ao que interessa

Minha lista não é muito diferente da dos outros. Basicamente se resume em: ler livros e blogs, programar mais e pensar mais ainda. O importante é que já estou ciente das coisas que devo melhorar, e é nelas que devo me focar nos próximos 180 dias:

  • Fazer um curso de memorização. Confesso que não ligava muito para isso e agora isso faz um diferença e tanto. Eu sei que hoje temos post-its e agendas, mas nada substitui a confiança que temos em nossa própria mente. E é frustrante ler um livro três meses atrás e não se lembrar de capítulos inteiros.
  • Fazer um curso de leitura dinâmica. Minha velocidade na leitura é deplorável e eu sei disso. Minha vontade de ler sempre ultrapassa o ato (isso deve ter acontecido com alguns de vocês). Mas o objetivo não é apenas ler mais rápido. É ter foco. Ler e absorver. Não estou dizendo isso de livros de ficção, que para mim são um entretenimento prazeroso. São os livros técnicos que pertubam, e urgem pela minha atenção quando os estou lendo.
  • Aprender o meu ritmo. Às vezes me impressiono com o meu descaso para comigo mesmo. Por exemplo, eu já sabia que “rendia” bem mais quando lia livros simultaneamente, e não em fila. Mas mesmo assim insistia em querer terminar um livro antes de começar o outro. O resultado? Aproveitamento 60%. Nada mau. Mas poderia ser bem melhor. Bastava seguir o método que melhor se adapte às minhas necessidades. E isso é o que eu chamo de aprender a si mesmo.

E meus convocados são…

Agora que já passei pelo sofrimento de taguear nada como escolher minhas vítimas. Não conheço pessoalmente muitos blogueiros, mas pelo menos essa minha lista é fiel e sincera. Rodrigo Strauss, Fernando Roberto e Thiago Oliveira: o que vocês farão nos próximos seis meses para se tornarem melhores desenvolvedores (ainda)?

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