Hoje descemos a rua para almoçar no shopping e aproveitamos para dar uma passada no último dia da feirinha de empresas de segurança, vulgo Cnasi, para "prestigiar" a nossa participação nesse evento singular.
Nosso crachá de visitantes dava direito a uma palestra. E haviam muitas. Porém, logo após a hora do almoço, das disponíveis uma era particularmente interessante, pois citava uma expressão que eu e minha colega nunca havíamos escutado: um senhor iria nos falar sobre como lidar com essas novas pessoas que estão cada vez mais invadindo nossas casas e nossos escritórios, pertencentes a esse grupinho, a tão famosa chamada geração Y.
Agora não sei se a culpa foi dessa tal geração Y, mas o fato é que o folhetim estava errado e caímos em uma outra palestra, essa falando sobre um tema que aí sim nós nunca tínhamos ouvido falar: como gerenciar as finanças na parte de TI da empresa.
O homem discursou por uma hora falando de como todos os principais frameworks de gerenciamento de custos, projetos e todas aquelas coisas, poderiam ser integrados para facilitar a vida do gestor de projetos que tem como tarefa saber o que irá continuar fazendo e o que irá cortar devido à lucratividade/risco perigosos.
A grande questão dessa discussão, pelo que eu pude entender, foi que os custos de um projeto e manutenção são difíceis de mensurar se não existir alguém no meio daquele bando de nerds que consiga dizer quais são os recursos usados (quem), para que (tarefa) e por quê (vantagem). Sem contar que é necessário transformar isso em dado contábil. Além de que, como bem disse nosso palestrante, a maioria das empresas ainda considera o departamento de nerds uma despesa sem vantagens. E uma despesa bem cara, se estivermos falando dos salários atualmente pagos para esse pessoal.
Mas vou parar por aqui antes que alguém levante a bandeira e queira discursar a respeito da justeza com que são pagas nossas mentes, um assunto muito precoce nos dias atuais. (Bom, talvez seja precoce para sempre, do jeito que a economia é ciência aberta.)
O fato é que acabamos subindo a rua novamente sem saber que tal de geração Y é essa que nos fez entrar na palestra errada. Como sempre, nada que uma boa "googada" não resolva.
Parênteses. Descobri recentemente que os seguidores do outro lado agora inventaram um novo "termo": Windows-Live-procurada. Um de seus representantes, anteriormente um homem de respeito e opiniões fortes e imparciais, acredita este ser um termo de uso corrente no dia-a-dia.
E essa tal de geração Y?
Pelo que pudemos encontrar, a tal da geração Y somos nós mesmo. Que espanto! E eu pensei que estávamos falando de uma raça alienígena ou algo assim. Talvez até seja, mas temos todos os genes da espécie humana.
Aparentemente existem estudos "sérios" nos EUA que dividem as gerações usando letras e encontrando as principais diferenças entre nós mesmos e nossos pais e avós. Como essa última geração recebeu elogios de diversas partes do estudo, a nominação de geração Y foi se estendendo ao resto do mundo, principalmente nos novos mercados de tecnologia.
A conclusão a que chego é que existem rótulos demais para as pessoas hoje em dia. As pessoas não podem mais ser simplesmente pessoas. Precisam ser nerds, geeks, ráquers ou geração Y. Se você não é, está de fora. Se está dentro, é antenado. Que é outro rótulo.
Fim de passeio. Voltamos à empresa e falamos com um outro colega sobre o que havíamos aprendido sobre o uso dos recursos no gerenciamento dos projetos no departamento de TI de uma empresa. Ele disse: "TI pra quê? Só traz despesa esse negócio."
E viva a geração Y!
Adendum. A palestra que participamos foi a "Por que implementar a gestão financeira de TI? Uma abordagem baseada no ITIL, COBIT/VAL IT, e PMBOK", e queríamos ter visto a palestra "Desafio: Como Gerenciar a Geração Y", que como pudemos ver não é tarefa fácil, já que essa geração não consegue nem entrar na palestra certa. Veja a grade do evento para mais informações.




September 25th, 2008 at 8:35 am
Interessante esta coisa de gerações... acabo de descobrir que sou um "Baby Boomer"! Sobre o Mark Russinovich, acho que ele foi levemente sarcástico (como você, certo?);
Mas gostei mesmo foi do seu crachá, não sabia que você era gerente! Já começou a mudar o penteado para deixar o cabelo mais pontudo?
September 25th, 2008 at 8:41 pm
Olá, DQ. Bom te ver novamente nos comentários.
Sim, eu também percebi um quê de sarcasmo nos comentários do Mark, especialmente o segundo sobre enrolar a língua. Só espero que meu comentário um tanto ácido tenha tido a mesma "leveza" que os dele.
Então, na verdade eu continuo ainda do lado dos que fazem. O ocorrido foi que eles deram um formulário para preencher e eu para meio provar que é possível se fazer de qualquer coisa em um evento corporativo de segurança e meio para levar um pouco de humor no estande da SCUA, me "auto-promovi" (se você notar o tooltip da imagem acima, verá o motivo da foto).
[]s