Bom, já que por enquanto os assuntos de macho estão em falta (acabei de voltar de férias), apresento-lhes o maravilhoso mundo do Bazaar para boiolas user-friendly!
Ele é leve, vem enrustido embutido na última versão e pode economizar alguns page ups/downs no prompt do DOS. Ah, sim, antes que comentem, eu não uso o Tortoise for Bazaar porque instalar shell extensions, só os muito bem feitos. (Do contrário, bem-feito para quem instalou.)
Para exibir a lista de comandos "amigáveis", digite no prompt os comandos do Bazaar filtrando-os para os que começam com "q":
Uma das primeiras perguntas do teste do Joel é saber se você pode compilar todo o projeto em apenas um passo. Essa é uma questão essencial e um desafio para muitas equipes. Perdem-se horas sagradas para gerar um novo Release.
Compilação automática geralmente está disponível nas ferramentas de desenvolvimento. Se você estiver usando o Visual Studio, por exemplo, é possível fazer isso com uma linha:
devenv minha-solução.sln /Rebuild Release
É muito difícil construir um modelo de pastas que sirva para a maioria dos projetos que tivermos que colocar na fôrma. Ainda mais se esses projetos tiverem que futuramente fazer parte da mesma ramificação. Foi pensando em várias coisas que chegamos a uma versão beta que pode ajudar aqueles que ficam pensando durantes dias antes mesmo de colocar as mãos no código.
Depois de alguns ajustes e muitas perguntas do meu amigo-colega desenvolvedor Rafael, conseguimos definir alguns usos e costumes em nosso código controlado pelo Bazaar. Este é um guia para Dummies de como é possível organizar um ou mais projetos de forma a favorecer o refactoring e a liberdade de uso.
O problema foi o seguinte: Nós iniciamos o controle de fonte pelo Bazaar na parte Linux do projeto, já que ela não iria funcionar pelo Source Safe, mesmo. Dessa forma apenas um braço do projeto estava no controle de fonte e o resto não.
No segundo momento da evolução decidimos começar a migrar os projetos para o Bazaar, inclusive a parte daquele projeto que compila no Windows. Maravilha. Ambos sendo controlados é uma beleza, não é mesmo?
Até que veio o dia de juntar.
Alguns conceitos-chave antes de trabalhar com o Bazaar são:
- Revision (Revisão). Um snapshot dos arquivos que você está trabalhando.
- Working Tree (Árvore de Trabalho). Um diretório contendo seus arquivos controlados por versão e subdiretórios.
- Branch (Ramificação). Um grupo ordenado de revisões que descreve o histórico de um grupo de arquivos.
- Repository (Repositório). Um depósito de revisões.
Agora vamos brincar um pouco com os conceitos.
Após a publicação dos projetos que ando mexendo no próprio saite do Caloni.com.br, recebi uma enxurrada de downloads e quase atingi meu limite de fluxo mensal no provedor.
Devido a esse problema inesperado, irei fazer o inevitável: publicar os projetos em um repositório sério. E aproveitando que já estou usando o Bazaar, nada melhor que usar o Launchpad.net.
Hoje fizemos um merge de duas versões que entraram em conflito em nosso projeto-piloto usando bzr. Isso geralmente ocorre quando alguma coisa mudou no mesmo arquivo em lugares muito próximos um do outro. Veremos um exemplo de código para ter uma idéia de quão fácil é o processo:
Houve um bom motivo para que, semana passada, eu estivesse caçando inúmeras versões de um projeto desenvolvido fora da empresa: falta de controle de código. Esse tipo de lapso pode consumir de horas a dias de tempo perdido, dependendo de em quantas cópias de máquinas virtuais ficou espalhado o código.
O backup - ato de fazer cópia(s) de segurança de dados considerados importantes -, como tudo na vida, para se tornar efetivo e transformador deve antes se tornar um hábito.
Hábitos, por definição, ao serem realizados repetidamente muitas vezes, podem se tornar poderosos catalisadores de tarefas, sejam elas cozinhar um bolo, compilar um programa ou fazer backups. Por isso é muito importante que o backup, antes de ser 100% seguro, seja 100% previsível e habitual.
O primeiro passo para se passar no Teste do Joel é possuir algum tipo de controle de código. E ele está mais do que certo. Não existe nada mais frustrante do que não ter exatamente o código-fonte da versão que está rodando no cliente ou não saber o que mudou desde que a versão foi entregue. Esse tipo de coisa pode acabar com uma empresa ou fazer com que ela fique muito mal vista no mercado.
Porém, independente do mercado, existe um bom motivo para o desenvolvedor possuir algum tipo de controle de código: controle. Se você ou sua equipe não conseguem corrigir todos os bugs, pelo menos saberão o que já foi feito. Se você achou um bug que não existia antes da versão 10, o histórico das mudanças entre a versão estável 9 e a versão não-tão-estável 10 vai te dar uma pista muito boa de onde o problema pode ter sido gerado. Visto dessa forma, não importa muito o tamanho da equipe ou da organização. O importante de um bom código é que suas mudanças estejam sempre registradas, visíveis e disponíveis a qualquer um.