No nível mais baixo, podemos dizer que as instruções de um computador se baseiam simplesmente em cálculos matemáticos e manipulação de memória. E entre os tipos de manipulação existe aquela que muda o endereço da próxima instrução que será executada. A essa manipulação damos o nome de salto.
O salto simples e direto permite a organização do código em subrotinas e assim seu reaproveitamento, o que economiza memória, mas computacionalmente é inútil, já que pode ser implementado simplesmente pela repetição das subrotinas. O que eu quero dizer é que, do ponto de vista da execução, a mesma seqüência de instruções será executada.
A grande sacada computacional, motivo pelo qual hoje os computadores hoje são tão úteis para os seres humanos, é a invenção de um conceito chamado salto condicional. Ou seja, não é um salto certo, mas um salto que será executado caso a condição sob a qual ele está subordinado for verdadeira.
Os saltos condicionais, vulgarmente conhecidos como ifs, permitiram às linguagens de programação possuírem construções de execução mais sofisticadas: laços, iterações e seleção de caso. Claro que no fundo elas não passam de um conjunto formado por saltos condicionais e incondicionais.
Em um próximo artigo veremos como o salto condicional pode ser implementado apenas com operações matemáticas (afinal, é só isso que temos).




June 28th, 2007 at 10:02 pm
[...] na primeira parte desse artigo como o if revolucionou o mundo da computação, trazendo um salto que depende de [...]
July 26th, 2007 at 3:26 pm
[...] na primeira parte desse artigo como o if revolucionou o mundo da computação trazendo um salto que depende de [...]
October 16th, 2007 at 1:49 pm
[...] A inteligência do if - parte 1 [...]
January 26th, 2009 at 12:17 pm
[...] Ah, sim, as flags! Elas são importantíssimas para o funcionamento sadio de nossos programas. Sem as flags, não teríamos coisas maravilhosas e fundamentais na programação moderna, tais como o salto condicional. [...]